02 janeiro 2006

Primeiro


o tempo aferroa seus filhos

apregoa-se nas unhas
vértebras e tornozelos

gosta de ver a carne macerada
entre rosas e vidros

gosta de não morrer
a cada 1º de Janeiro.




® Rubens da Cunha
Ilustração: Carla Gonçalves

9 comentários:

petitechine disse...

Sim.. o tempo.
O tempo gosta de não morrer a cada 1º de Janeiro..


não tenho ambições nem desejos
ser poeta não é uma ambição mina
é a minha maneira ser sozinho..

Sempre com você

paloma disse...

O tempo gosta de não morrer

daisy melo disse...

poeta sacana...
(no bom sentido)

vou ter que colocar voce de novo na minha atualização?

(tá pensando em vir ao Rio? me avise com antecedencia. eu moro no Rio, mas longe do Rio, sacumé?)
mil beijos e mil letras em 2006

Mendes Ferreira disse...

sempre muito bom....beijo.

solitarylagoon disse...

el tiempo gusta de no morir.. mas yo.. muero tan lento sin tiempo y de pena

jb disse...

ah, o tempo

entao é ele que formiga a sola dos meus pés todos os dias e ordena:
caminha, rapaz, caminha...

[jb]

douglas D. disse...

de tirar o sono!

astrophil disse...

Muito bom o texto, assim como o blog em geral. Gostei desta "dor do tempo" e dessa brisa nocturna que vem da Hélade...

Aproveito, também, para agradecer a sua visita ao meu blog.

Celso disse...

é a dor da perseveração...

belo começo de ano!

saudações