01 junho 2008

Sede

limo nos cântaros
sede demais no lado baixo da cabeça

sempre
um sussuro de cascalhos
perfazendo - frágil -
casulos
temporais
medos de chumbo

abrir a janela?
por luz dentro do quarto
e
desfazer a lei da noite adâmica?

não há palavra
que responda
ao sopro do deus do rascunho

somente existe
o longo atalho
até o fora que nos compõe

2 comentários:

Suzana Mafra disse...

Rubens,

leitura

prazer extra

enquanto o ciclo-ne extra tropical
se extravia no mar de sal

teu poema-sol

Obrigada pelas visitas ao Borboletras

Abraço

Í.ta** disse...

fora este inalcansável.

adorei!

abraços