17 abril 2008

P/ Camila,
porque eu e ela precisamos


Ela ardeu
estocou estacou

e disse:
poema agora garoto!
Ela vermelhou minha cara
vegonha não
vermelhou de vontade
de verdade
e febre (que é preciso)
menino
vim ao branco nascer palavras
olha mãe, ficou bonito?
- ficou lindo meu filho, agora vai brincar que a mãe tá ocupada!

8 comentários:

Camila Pimenta disse...

Poeta... da minha necessidade á sua... por momentos o vazio foi preenchido... obrigada... sempre fazemos necessário aquilo que desejamos... e você realizou...
beijos Poeta... abraços Poeta... contnua...

Camila Pimenta disse...

Poeta... da minha necessidade á sua... por momentos o vazio foi preenchido... obrigada... sempre fazemos necessário aquilo que desejamos... e você realizou...
beijos Poeta... abraços Poeta... contnua...

eremita disse...

poema que não me é fácil. Mundivivências diferentes, a mesma língua mas experiências tão diversas...Por isso tão precioso e é sempre tempo de reler.
Fraterno abraço

regina disse...

Pois repito: vai brincar, menino, que mamãe tá ocupada...
Ocupada te lendo, e pondo luz num domingo de muita chuva!
Obrigadinha!
beijinho cá da Ilha.

Ilaine disse...

Rubens!

Depois de ler o poema fiquei olhando para esta página azul, enquanto me perguntava: Como o Rubens consegue escrever coisas tão belas?

É poeta! É poeta!

Vá ao branco... faça nascer palavras!

Beijos daqui

Í.ta** disse...

é do branco que elas nascem mesmo.
mas é do vermelho também, da febre, da vergonha, da dor, do sangue, como fazia Clarice.

ficou muito bonito, sim!

abraços,
Í.ta**

alex pinheiro disse...

E mamãe nem sempre dá atenção à letra infantil, eu digo, do que tenho raiva na minha infância, rs

Cenografia organizada de modo a cotidianar o ato,,, que, lendo uma vez, senti o ar sonâmbulo da sala de estar em minha casa... rs

Abraços e constatadas invenções!

Débora Piacesi disse...

Eu não faria poesia se as cores não pudessem me servir de metáfora...
Me apraz o amarelo no leme, rumo a ensolarescer...
Gosto de colecionar identificações por aqui!!!
Será que seu poema brotou do branco ou vermelho? beijos