15 agosto 2007

Caixa de Carne

o mundo lá fora exigindo minha voz

a essência que me permeia fica quieta
tempos de inverno


sobrevivo olhando a fronte de alguns
à frente de mim mesmo

sou homem de recursos escassos
sei pouco daquilo que emprenha
as vítimas de minha sedução

quase mês sem gritar
quase mês sem soletrar a dor

por isso escamo feito peixe
caixa de carne triste
azedumes contemporâneos

ainda restam gemidos

- melhor -

ganidos palavrosos
deste seu cachorro sem escolhas


Rubens da Cunha

10 comentários:

daniela mendes disse...

Até que enfim voltou!!!

Fabio Rocha disse...

Gostei! Ficou especialmente misterioso pra mim o cão sem escolhas (ou plumas)... Abração

Natália Nunes disse...

Há os que hibernam para sobreviver...
Cada um com seu modo sazonal de ser.

douglas D. disse...

belo retorno!!!

Camila Lemos Barata disse...

E vai parir!
Quem disse que homem não dá a luz?

Um abraço, Rubem.

Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Oi!

Cara, muito bom.

Abraços do amigo *CC*

anjo disse...

o afastamento é bom. de pouco em pouco...

um belo retorno, realmente.

abraços,
Í.ta**

Márcia Sanchez Luz disse...

Rubens da Cunha,

Bom dia.
Meu nome é Márcia Sanchez Luz. Escrevo em Blocos Online e tenho meu blog: http://www.marciasl2001.blogspot.com.
Indiquei seu poema, intitulado Guindaste, para o "PRÊMIO CANETA DE OURO – POESIAS 'IN BLOG' 2007", idealizado por ANDRÉ L. SOARES e RITA COSTA. Para conhecer as regras desse evento clique AQUI. Desde já, desejo-lhe boa sorte. Participe, faça também as suas indicações e, juntos, vamos construir um dos maiores eventos relacionados à poesia, em blogs de idioma Português!

Abraços,
Márcia

marcelo_davila2003 disse...

...e nós aqui também a exigir essa tua "outra voz".
ab.

felipe disse...

grande Rubens, o Enzo Potel declamou uma crônica (sabe-se lá se é possível declamar uma crônica...) tua aqui no último sarau benedito, embora distante, te fazes presente pela tua palavra...parece até aquele trecho bíblico "céus e terras passarão..."

hehe