19 dezembro 2006

subir é um ato de desgraça

prefiro mover-me chão pedra

vermemesmo

assim bem humano
pós coito
coisa
pós parto
peito

descer
até não ser
escolha

5 comentários:

Ana Paula Russi disse...

Ainda permaneces obscuro, poeta...
Sinta-se ainda mais abraçado.
Apaguei seu último e-mail em querer... se puderes reenviar...
E dia 22/12 (sexta) o Crisálida volta ao KGB e você stá convidado.
Mais abraços.
AP

sandra disse...

Oi, Rubens, belo poema...Feliz Natal, querido...

Leila Silva disse...

Olá Rubens,

Difícil comentar poemas...mas gostei muito.
Boas festas neste fim de ano.
Beijos

douglas D. disse...

não há planos
(aqui estamos, é o que interessa)
nem restos
(é preciso consumir-se, sem dó)
subindo perdemos
o que em nós rasteja
movimento da carne sobre o medo
- o vôo
em si

não basta
à queda -

eis a escolha:
eu
- parto -
dentro
de mim

anjo disse...

"um verme passei na lua cheia" (voz de ney matogrosso)

abraço
Í.ta**