05 julho 2006

Assim

e a falta palavra sobre os costados
e a fala ferrugem lancinando meus dias.

venho aqui gritar os impropérios de sempre.
venho aqui me exilar na casa quase dos meus amigos:
os que já experimentaram o meu tato
e os que só me imaginam

a estes advirto: sou homem de estranhos.
àqueles informo: eu menti

® Rubens da Cunha

11 comentários:

CeciLia disse...

estranho homem, que se exila nos costados e pensa que se esconde, quando grita verdades. Estranho. Instigante poema, Rubens.

Claudio Eugenio Luz disse...

Homem de estranhos! Ou seja, verdadeiro, diria.

hábraços

Lia Noronha disse...

Homem que busca a verdade...e sofre muitas vezes por isso!
Abraços bem carinhosos diretamente do meu Cotidiano.

Valéria disse...

é nas escondiduras que o homem se revela...
beijo

vera do val disse...

Que sua fala ferrugem nunca nos falte.

Celso disse...

Conciso, incisivo, GENIAL!

Sds

paulo vigu disse...

O gosto azedo das ruas anda insuportável. Entendo ser homem de estranhos, enquanto o vejo chutando o rabo das palavras. Gosto do ácido daqui. abraço poético Paulo HG Vigu

douglas D. disse...

mentimos, poucos. que a verdade caduque e corroa esses tantos - só os ossos sabem de nós.

Fabio Rocha disse...

Hahahah, genial!!! Genial!!! Abração

Anônimo disse...

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Jura Arruda disse...

Que forma, Rubens. Sem conteúdo já seria lindo. Parabéns.