11 abril 2006

eu ainda que ardo























Quase ontem em mim

Mostro os cabelos fracos
dedos
um peito-musgo fazendo as vezes de muro

Escondo o travor das mãos
o tremor dos lábios
umas palavras contrárias fazendo as vezes de poema

Tenho ainda os joelhos comovidos com a fé
o sexo memorioso de antes de ontem
o paladar amornado nos baixos de alguém

Quase homem em mim

® Rubens da Cunha
Ilustração: Roger Cummiskey

11 comentários:

Anônimo disse...

tudo de homem em ti

Claudio Eugenio Luz disse...

Quando as palavras procuram subverter a realidade, então encontramos vida, onde antes era apenas cotidiano.

hábraços

claudio

Valéria disse...

maravilhoso poema!
"não fosse isso e era menos / não fosse tanto e era quase"
pois que é tanto...pois que é...pois que... é.
um beijo

Leônidas Arruda disse...

Belo poema, Um verdadeiro achado.

Anônimo disse...

teu poema é quase bom.
Tem um acento no "às vezes".
A palavra "dedos" poderia ter sido deslocada para dar uma idéia de movimento(é quase impossível pensar dedos que não se movem).
Muito bem menino..

corpo visível disse...

.
gosto das palavras contrárias fazendo as vezes de poema
.

l. rafael nolli disse...

Muito bom o poema, camarada! A ilustração caiu muito bom com o texto! Realmente um poma com uma linguagem araente! Abraços.

Cláudio B. Carlos (CC) disse...

O anônimo foi extremamente infeliz. Lamentável.

Belo poema.
*CC*

Anônimo disse...

as vezes às vezes não tem acento no A, quando as vezes faz as vezes de algo o a de as vezes não tem acento, às vezes só tem acento quando às vezes for uma locução adverbial de tempo (= de vez em quando, em algumas vezes)
é isso!
Beijo
V.C.

Anônimo disse...

e o primeiro as vezes tem acento!!! (risos)

Anônimo disse...

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