
C. Ronald, é o mais difícil poeta para se adjetivar.
Não há qualificação que o comporte. Sua poética é uma selva de sensações e significados. Num primeiro momento, é como se fôssemos estrangeiros em nosso próprio idioma. Ler C. Ronald é ir inventando, descobrindo, tateando pouco a pouco o mundo poético criado por ele. É muito fácil desistir de sua escrita, mas uma vez embrenhado nesta selva, as marcas serão indeléveis.
Para C. Ronald “a poesia é a forma da mente, é o milagre que a mente desfruta”
É um poeta em constante ebulição. Sua obra está nos seguintes livros
As Origens – 1971
Anua – 1975
Dettagli dell’Assenza – 1975
Dias da Terra – 1978
Gemôneias – 1982
As Coisas Simples – 1986
Como Pesa! - 1993
A Cadeira de Édipo – 1993
Cuidados do Acaso – 1995
Todos os Atos – 1997
Ocasional Glup – 1999
A Razão do Nada – 2001
Os Sempre – 2003
Anua – 1975
Dettagli dell’Assenza – 1975
Dias da Terra – 1978
Gemôneias – 1982
As Coisas Simples – 1986
Como Pesa! - 1993
A Cadeira de Édipo – 1993
Cuidados do Acaso – 1995
Todos os Atos – 1997
Ocasional Glup – 1999
A Razão do Nada – 2001
Os Sempre – 2003
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Como se trata de uma poética muito especial, não vou concentrá-la num post apenas, mas vou espalhá-la ao longo do mês. Janeiro será o mês de C. Ronald aqui no Casa de Paragens.
Comecemos, pois:
Livro: As Origens
A Dádiva
Eu te abraço lágrima vazia
não estás com os outros estás com o homem, com a espiga
que muda de sala
adormeces quando a ágil nicotina dos faróis
evapora com a tragédia
Usamos a tempestade sem prever a raça de insinuações
cerzidas após a guerra
Tu és a indulgência nesse campo ensinado e há
um incêndio além das janelas
um pássaro inquebrável pousa no pequeno
confessionário de erva agora
somos filhos da estação nessa paz.
A Dádiva
Eu te abraço lágrima vazia
não estás com os outros estás com o homem, com a espiga
que muda de sala
adormeces quando a ágil nicotina dos faróis
evapora com a tragédia
Usamos a tempestade sem prever a raça de insinuações
cerzidas após a guerra
Tu és a indulgência nesse campo ensinado e há
um incêndio além das janelas
um pássaro inquebrável pousa no pequeno
confessionário de erva agora
somos filhos da estação nessa paz.
5 comentários:
virei mais neste Janeiro...virei mais...um beijo
Belo poema.
Abraços do CC.
belíssima escolha para janeiro, Rubens. meu mês preferido. poético e pórtico também. obrigada pela delicada visita ao meu velho novo espaço. Valéria Freitas
Espalho meus olhos por aqui, com calma, novos caminhos em janeiro. E lá há sempre um janela aberta.
beijo.
Boa tarde!
Tenho guardado desde 28.10.1997 o jornal, "Diário Catarinense", onde fala do lançamento do seu livro " Todos os Atos".Chamou-me atenção a forma irreverente do mesmo.
Um abraço e parabéns pelo post.
Cármen Neves.
www.carmenneves.prosaeverso.net
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