22 novembro 2005

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espalhadas pela hora lápide
espelhadas no sonho cadeira

Vida e Morte
seguem seu ritmo formiga

eu
o morto aos poucos
sigo a nãodança dos putos

® Rubens da Cunha
Ilustração: Mario Gruber

12 comentários:

hfm disse...

Muito bom.

Jorge A. S. disse...

...como costumo dizer aos amigos e ninguém mo tem refutado, vida e morte são apenas figurações de uma brincadeira de cósmicas proporções...e nós vimos inventando Deus e os deuses desde a noite do nosso tempo como se tivéssemos alguma transcendência...

Grande texto o seu. Gosto muito da "não dança dos putos"... e da multidão de leituras que tem esta sua frase...

Abraços.

Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Excelente!

Claudio Eugenio Luz disse...

Poema em curva, meu caro.

..
excelente
.hábraços

Dona Estultícia disse...

E eu "quase morta" sigo (maravilhada)essas linhas. Beijos.

Celso disse...

possivelmente o teu melhor poema que li aqui, Rubens.

Saudações do Cárcere

Mme. A. disse...

É bom voltar a te visitar. É bom poder ler a verdade descrita de outra forma, com outras palavras. Minha vida acaba sendo extremamente unilateral nos períodos em que caminho sozinha. De vez em quando preciso de apoio, preciso de outro ponto de vista enfiado em minha goela.

Gosto de sentir tuas mãos nas minhas canelas, deixando meus pés no chão.

Ítalo Puccini disse...

bah, Rubens, bom demais, demais!! "vida e morte seguem seu ritmo formiga", concordo plenamente com o que disse o Jorge,no comentário acima. "O morto aos poucos / sigo a não dança dos putos", bah, maravilhoso! um soco na boca do meu peito!

grandioso abraço.. Íta.

Valéria disse...

aqueles que são vivos?...li teu email e te mandei outro...um beijo

Anônimo disse...

Franz von Stuck
The Kiss of the Sphinx 1895

Mendes Ferreira disse...

Rubens, subscrevo INTEGRALMENTE o Jorje (do Aru) ele disse e está dito. e ele diz como poucos. eu só acrescento.....Boa noite. e um abraço.

Arvo disse...

a vida sempre