10 novembro 2005

Inventário de última hora

Estantes cegas
quadros desertos

tempo de reclamar
de inflamar o corte

portas de pedra
natureza de gafanhoto

fome e mais fome
nenhum verde
nenhuma verdade sobre o amor

(tudo dentro deste cofre:
o segredo jaz com o morto)

7 comentários:

Claudio Eugenio Luz disse...

Fome, fome como a fome de um gafanhoto. Jaz o segredo com o morto. Belas palavras.Como sempre, uma narrativa que nos coloca contra a parede

Cláudio B. Carlos disse...

Fala irmão!


Abraços do CC.

Anônimo disse...

Poema muito bonito. Eu tenho fome de tudo.

isabel mendes ferreira disse...

mt. bom...quem assim "reclama" cedo encontra...bom fim de semana.

isabel mendes ferreira disse...

não rubens eu é que agradeço as leituras....sobretudo porque vai sendo raro encontrar "sinceridade" na escrita....e não só....abraços...de lisboa.

Anônimo disse...

a fome... e um poema enxuto e muito bem realizado, Rubens.

Saudações do Cárcere

Unknown disse...

Bem... os meus parabéns pelo blogue e, em particular, pelo texto deste post. A Mendes Ferreira tem razão. Vale a pena visitar-te.

Abraço