
Dizer aos tornozelos as mazelas
do rancor, mas antes que a boca chegue
aos pés para depositar segredos,
pesar a cada mão os infortúnios
sobrantes do vício. Curvar a espinha
com cuidados de culpado. Talvez
ocorram acidentes no decurso
insidioso de humilhar-se ao chão.
Talvez os entraves do orgulho corram
por entre as vértebras do rancoroso,
que feito de matéria pouca, pouco
pode suster os motes da renúncia.
do rancor, mas antes que a boca chegue
aos pés para depositar segredos,
pesar a cada mão os infortúnios
sobrantes do vício. Curvar a espinha
com cuidados de culpado. Talvez
ocorram acidentes no decurso
insidioso de humilhar-se ao chão.
Talvez os entraves do orgulho corram
por entre as vértebras do rancoroso,
que feito de matéria pouca, pouco
pode suster os motes da renúncia.
5 comentários:
Oi Rubens!
Excelente poema, teu RANCOR. Fchaste-o muito bem.
CC.
P.S: Sobre o comentário lá no BALAIO: às vezes também penso assim...
Caríssimo Rubens,
Acompanhei cada uma dessas partes. Mais uma vez ilustração e texto em sintonia perfeita. Tapa em forma de poemas. E em partes. Abs meus.
Seu blog é belo. Os textos e as imagens são maravilhosos.
O ciclo está se fechando. Diante de uma pessoa que, pouco a pouco, vai tomando consciência de sua situação e, lentamente, abaixando-se para os ditames dos sentimentos.
..
hábraços
Pois então: curvo minha espinha com cuidados de culpado, em reverência.
abraço, meu guru!
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