20 outubro 2005

Artérias

O crime de comerciar
incoerências angula
suas lâminas no pescoço

O corte da Jugular
não resiste ao espetáculo

Todos verão com quantas
fragilidades se constróem as artérias

® Rubens da Cunha
Do livro inédito "Casa de Paragens"

4 comentários:

Celso disse...

palavra-lâminafiada esmerilhando sem piedade, sangrando os olhos desavisados do leitor. Inclemente e devastador.

Saudações do Cárcere

Em tempo: te linkei lá.depois dê uma chegada ...

Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Oi Rubens!

Estou passando por aqui para um dedo de poesia...

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Em resposta ao e-mail: eu também espero que teu livro chegue bem hehehehe.



Abraços do amigo CC.

Dona Estultícia disse...

Com quantas mesmo Rubens?
Abs meus.

Claudio Eugenio Luz disse...

Pagamos o preço por sermos incoerentes, mesmo sangrando até a última gota:"O crime de comerciar incoerências angula / suas lâminas no pescoço" - extremamente coerente.

..

hábraços