02 setembro 2015

A não rasgadura

não rasgue seus cupins
suas carnes nobres

não enfeite seus açougues
com culpas passadiças

não enfrente a vida o soco a fome
a fera que lhe rói os cortes
as antigas cicatrizes
o couropele que lhe cobre

sinta-se saudável
vegetariano

boi feliz nos campos do Senhor
nos pastos da economia
da política

não rasgue seus cupins

minta
paste

viva




3 comentários:

Rafael Moura disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rafael Moura disse...

Um poema para cortar a carne de tantos bois...

Rubens da Cunha disse...

Obrigado Rafael