20 abril 2012




todo dia o cotidiano atravessa o aparelho digestivo
estreito túnel que vai da boca ao fim

todo dia a mesma minhoca nos esfomeia
nos esfaqueia com seus contatos de metal

se por fora somos tato 
por dentro somos um cinza gorduroso

difícil de lavar

somos um curral para as tripas
curra para as ideias de alturas 

brancuras

ressurreições

5 comentários:

jorge vicente disse...

Muito bom, como sempre!

Um abraço português, meu amigo
Jorge

douglas D. disse...

habita-me a poesia daqui.
obrigado.

Nadine Granad disse...

... O cotidiano virou "novidade" nas suas linhas densas!...

Muito bom ler-te!


Abraços carinhosos =)

Léo Santos disse...

Sim, e para alguns, mais brancuras que ressurreições.

Um abraço!

diego guerra disse...

muito bom!!!! gostei muito do teu blog parabéns
http://gargulasdark.blogspot.com.br