29 janeiro 2009

Palavras Emprestadas 13 - Georges Bataille

Um sapato abandonado, um dente estragado, um nariz curto demais, o cozinheiro que cospe na comida dos patrões, estão para o amor como a bandeira está para a nacionalidade.
Um guarda-chuva, uma sexagenária, um seminarista, o cheiro de ovos podres, os olhos cegos de um juiz, são raízes por onde o amor se alimenta.
Um cão que devora um estômago de pato, uma mulher bêbada que vomita, um guarda-livros que soluça, um frasco de mostarda, representam a confusão que veicula o amor.

Georges Bataille in: O Ânus Solar

11 comentários:

Hélio Jorge Cordeiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Hélio Jorge Cordeiro disse...

hahahahah! Rubens, depois eu me arrependi e achei que havia passado dos limetes do senso engraçadinho. rssss

Outro dia, num boteco aqui do lado do MercadoVelho,o Potel nos mostrou a tua caixa-poema. Parabéns, muito legal!

Hélio Jorge Cordeiro disse...

aceitamos colaboração, pois sei que por ai tem muita gente que faz, né não? hahahahah

ARCANO disse...

Voce escreve muito bem :)

Moacy Cirne disse...

Oi, através da Fátima Queiroz cheguei ao seu blogue. Dei uma geral e alguns poemas me agradaram bastante. Pretendo publicar um ou dois deles no Balaio Porreta (com os dsevidos créditos, claro). Tudo bem?

Um abraço.

Ricardo Valente disse...

Até peço desculpa, mas passei para ler você... não gostei! E nem precisava ter comentado, EU SEI! Intenção de abraço! Bom findi!!!

GLAUBER LEONARDO ALMEIDA disse...

adorei o que voce escreve

rua do mundo disse...

olá, rubens
já está publicado na rua do mundo
um abraço e obrigada meu querido

fátima queiroz

vera. disse...

segmento gástrico, semi/tóxico e semi/claro

Purple Haze disse...

Seu blog saiu no jornal, cê viu?

tossan disse...

A alma da fotografia,
Teve um sentido tocante,
Transformou em poesia
Uma em reflexos ilusórios e fascinantes. Abraço