24 abril 2007

Palavras emprestadas 6

"Ai de mim, estou desmaiando diante dos assassinos"
"As profetas não passam de vento"
"A morte subiu pelas nossas janelas e entrou em nossos palácios"
"Quando recebi as tuas palavras, eu as devorava. A tua palava era festa e alegria para o meu coração, porque eu levava o teu nome, ó Javé, Deus dos exércitos. Nunca me sentei numa roda alegre para me divertir. Forçado por tua mão, eu me sentava sozinho, pois me encheste de cólera. Por que será que a minha dor não tem fim e a minha ferida é tão grave em sem remédio? Ou será que tu te transformaste para mim em rio enganoso e água inconstante?"
"A fidelidade morreu: foi expulsa de sua boca"
"Por que não me fez morrer no ventre de minha mãe? Minha mãe teria sido minha sepultura, e seu ventre estaria grávido para sempre!. Por que saí do ventre materno? Só para ver tormentos e dores, e terminar meus dias na vergonha?"


Palavras de Jeremias, entre os anos de 627 e 586 a.C.. O mais lúcido, dolorido, questionador e poético dos profetas do Antigo Testamento.

5 comentários:

A Gata por um Fio disse...

Sábias e sempre atuais...bjaum

Andréa Motta disse...

Muito interessante!!
Aproveito para dizer-lhe que achei muito bom o poema abixo: " O barulho fere o concreto".
Bom final de semana, Abraço. Andréa

Kanoff disse...

Gostei muito...
Esta muito interessante.
Um abraço

isabel mendes ferreira disse...

excelentes "desmaios" neste maio.


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beijo.

Gabriela Kimura disse...

Eita, saudades reais das porradas daqui.