20 março 2006

tempo de nuvens



a voz cinza das cabras
pasta noites
passos abertos
aves mortas

acima
a lua dos infindos
tudo espia
tudo expira em silêncio



ps. Poema feito a partir do quadro de Salvador Dali, num exercício proposto na oficina POESIA DRAMÁTICA, TEATRO POÉTICO de Telma Scherer - Aqui o blog da moça.

6 comentários:

Mendes Ferreira disse...

a lua dos infindos ilumina a tua inspiração....!

bom. bom até dizer chega.

bom dia.
beijo.

marcia cardeal disse...

Oi, Rubens!
Não nos conhecemos. Não sou poeta, me situo mais como ilustradora, equilibrista, desenhadora de alguma linha imaginária entre o aqui e o chão...nem sei. Meu blog é apenas exercício. Começou de brincadeira. Vai seguindo...virando vício. Gostei das tuas palavras. Muito. Obrigada pela visita! Vou tentar te linkar lá. Beijo.

[jb] disse...

muito show essa foto

e o texto

eu olho para o céu;
são tanto os sinais........

[jb]

Anônimo disse...

silêncio em agonia.. renascer

Fabio Rocha disse...

Putz, cara, o poema definiu/expandiu/copiou/coloriu o quadro! Genial!!

Telma Scherer disse...

Muito bom. Tira o fôlego da gente. Meus olhinhos brilharam felizes. Gosto de ser parteira.