
A cada mês, eu a colocava nua dentro do quarto e esperava que ela menstruasse. Olhava para o vermelho e conseguia ver a intensidade do amor que a ela tinha por mim. Em certos meses, o amor diminuía, então eu aumentava os carinhos. Da última vez que a coloquei dentro do quarto, nada aconteceu. Ela tinha secado. Finalmente você está livre, eu disse. Empurrei a mulher para fora, tranquei-me por dentro e, mensalmente, comecei a sangrar.
® Rubens da Cunha
Ilustração: Rufino Tamayo
15 comentários:
uau.
Parece até Cortázar, uma historinha insólita e que nos leva à reflexão!
Rubens, obrigada pelo comentário la no meu blog! seria de grande acréscimo pra mim se tu fosse lá de vez em quando me dar uns toques, umas sugestões!
Aproveitando o embalo, tu podia me sugerir uns livros bons né! hehe beijo!
perturbador. Mas o k perturba não é mau nem negativo. É bom, mexe com os arquivos neuronais. Bjs e ;)
Ah, nós mulheres com nossos ciclos, texto peculiar, profundo, visceral.
Beijos!
gostei particularmente deste texto. é inconturnavelmente visceral, rouba-nos o chão.
uau!
beijo
absolutamente
fantástico!
beijo.
Curiosamente fantastico. Belo fragmento. Continue.
Vinicius.
Mas há um inconeniente, sabes, né? Não, não. Não é ficar trancado.
Caro Rubens, outro bom texto!
Capítulo fresco no Albergue.
Abraços de Belém!
puta que pariuuuu!!! fantástico!!!
grandioso abraço
d luz e paz
c cuida
Íta.
vamos trocar de raiva agora? rs.
Oi!
Abraços do *CC*
Que loucura esse texto... Nem sei se é conto ou poesia, mas que importa isso também? :) Abração
Maravilhoso... Sempre hospedando pessoas aqui... eu to meio desligado... fora da area de serviço... sei lá
Lindo Rubens. Vc leu os micros da Marina Colasanti?
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