10 fevereiro 2006

C. Ronald

Livro: Os sempre

um trato com a poesia
mesmo que não existam pressupostos
dentro do peito
nem adição de vento registro de óbito
escrúpulos
pensando menos

só para a cegueira se imobilizar no branco
és tu que escuto
toda a devoção humana coaxa com a pata
na lembrança
é preciso lembra disso quando estiver seca
dividir a mulher em duas presenças

salta!

o sofrimento é comum
depõe à força as damas virtuosas
a lua e as estrelas nervosas
que até invisíveis interferem
na tua faina

desculpa se não é a pé
que percorremos a nossa inconsciência
mas na limusine da velhice agora descoberta

11 comentários:

solitarylagoon disse...

.....

Edilson Pantoja disse...

Uma limosine velocíssima, por sinal. Mas nela não andávamos desde antes?

Claudio Eugenio Luz disse...

Suas palavras ressoam por dentro da gente como se alguém nos cutucasse com uma vara de marmelo.
.
hábraços
.
claudio

TMara disse...

todas as descobertas são boas. sinal de crescimento interior.
Bom domingo, cheio de sorrisos e paz

Dona Estultícia disse...

o sofrimento é quase nada...bjos.

Valéria disse...

triste....
sobre suas manias...já foi verificar este TOC???(brincadeirinha)
beijos moço

Mendes Ferreira disse...

eu sou apenas uma presença....ausente mas atenta....à beleza "daqui".


beijo.

Mendes Ferreira disse...

é assim: apenas a claridade de um beijo. matinal.

petitechine disse...

aqui..

Angell disse...

Perfeito.

Vc faz parte da SEB??

Abraços...

Cristiano Nagel disse...

Realmente o sofrimento é comum.... Adoro Tua Casa...