
O rancoroso atravessa as pessoas
sem olhar para os lados. Desconhece
as pernas aleijadas de obsessão.
Tampouco, reconhece nas costelas
qualquer resquício de atropelamento.
O rancoroso pouco se lamenta.
Pouco se mostra hábil ao descanso,
pois caminha demasiado no encalço
daquele que o quis vasilhame de ofensas.
Pouco pensa em desistir-se aos escolhos
da indulgência. O rancoroso escolheu
honrar-se à paciência vesga dos trágicos.
sem olhar para os lados. Desconhece
as pernas aleijadas de obsessão.
Tampouco, reconhece nas costelas
qualquer resquício de atropelamento.
O rancoroso pouco se lamenta.
Pouco se mostra hábil ao descanso,
pois caminha demasiado no encalço
daquele que o quis vasilhame de ofensas.
Pouco pensa em desistir-se aos escolhos
da indulgência. O rancoroso escolheu
honrar-se à paciência vesga dos trágicos.
® Rubens da Cunha
Ilustração: Jorge Salort
7 comentários:
Pouco a pouco o rancor vai se instalando, depois fica quase invisivel, quase imperceptivel.Atravessa as pessoas sem olhar para os lados.
..
belo
Uau! O que dizer para vc, caro Rubens? Abs.
Pô, Rubens! Dá pra parar um pouco? Cada vez que leio teus poemas me dá vontade de rasgar os meus e atirá-los, assim rasgados, aos urubus...(olha o rancoroso aí...rs).
Tá uma belezura essa Casa aqui.
Abração.
Oi Rubens!
Muito bom!
CC.
Rubens, nao te conhecia ainda. Prazer. Parabens pelo poema. Muito lindo. E a imagem utilizada tambem.
Muito bom. E é tudo verdade!
Parabéns pela beleza das metáforas e pela sensibilidade.
Abraço.
Rubens, amado, lindos seus poemas, tudo é lindo aqui. E as ilustrações: maravilhosas! É sempre uma viagem visitar sua Casa.
beijão,
Helena
Postar um comentário