03 outubro 2005

Desentocados

Esquecer: areia movendo-se.
Atrás das dunas,
não existe o mar, o azul,
ou qualquer resquício de infinito.

Apenas a areia construindo castelos.
Miragens para os desavisados.
Não existem portos, cais, navios.

Apenas areia erguendo ruínas,
desterrando esqueletos.

Não existe vida atrás das dunas.
Apenas desentocados caranguejos.

® Rubens da Cunha

5 comentários:

Claudio Eugenio Luz disse...

eta, todos os sonhos estão deixando de ser castelos de areia e transformando em realidade pura. Desse jeito, onde vamos parar?

Dona Estultícia disse...

Sim...onde vamos parar? Só os caranguejos. Lindo! E ótima crítica (a dona aqui agradece). Beijo.

Helena disse...

Caracas, este é mais lindo ainda! Perfeito, Rubens! Parabéns!!
besos,
Desentocado caranguejo Helena

Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Muito bom!

tania disse...

Hei,amigo Rubens. Andei por aqui e roubei teu poema lá para o meu blog.
Vai lá pra dar uma olhadinha,tá?
Parabéns pela Casa de Paragens.Tá muito bonito.
bjos,Tania