22 janeiro 2009

Fogarear


a língua fogareia
cheia de veneno

e

avança - cobra -
nos tornozelos
untados do poeta

ele geme
estanca delira

e

manca - morto -
em fome cumprida
de verso e alegria



Ilustração: Odilon Redon

6 comentários:

Regina disse...

AMEI!
bj

tossan disse...

Poema magistral! Imagem forte e linda! Abraço

Alex Pinheiro disse...

o "manca - morto -" foi o orgasmo do poema pra mim,,, rs

Abraços e pulsadas invenções!

douglas D. disse...

redon é um dos pintores que mais admiro, há sempre algo dele lá pelos meus. e com a tua poesia junto...

Hélio Jorge Cordeiro disse...

Só faltou o verbo enrodilhar. O resto, está mortalmente bonito!

Mme. A. disse...

desculpe a falta de noticias, nem respondi ao teu ultimo comentario. a vida me atropela e, na maioria das vezes, eu que me deito lah, esperando ela passar. a letargia me consome. doi ate.

um dos seus poemas que mais gostei. mesmo, mesmo.

beijo.

alias, reli "a semente e a sindrome" -- sempre me assombro. fala como comprar vertebrais. manda conta, etc, etc.