12 setembro 2008


há tormentos lacrados em meus olhos
grita um igual longe daqui

meus olhos também lacram
logram o dia e vasculham

noites
foices
coices de mula

misérias tantas chovem
movem meu sangue
na direção
do silêncio falido

caído lúcifer
brincando de roda e inocência

10 comentários:

Alex Pinheiro disse...

E se também não estou movido por misérias tantas cabe uma brincadeira de roda,,, mesmo que eu odeie brincadeiras de roda... Gosto de inocência... nos outros.

Abraços e refletidas invenções!

douglas D. disse...

tormentos que me percorrem
sabem de ti o lento respirar

sufocando o desespero
vértebra após vértebra

insone
despiedado
faminto

espio o bendizer quando são
adoeço céus porque sobrevindo
eis meu destino
nada além de vestígios

a infâmia desse deus
que amedronta e dá abrigo

isabel mendes ferreira disse...

absolutamente




poderoso!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!





Muito.



beijos.

Valéria disse...

rubens inspirado ou para douglas d.!
o que poderia resultar disso?
gosto muito do que ambos escrevem...
como faca e depois de horas, um certo alento...
um beijo

Mara faturi disse...

Companheiro dos "silêncios falidos", de dores e prazeres...grito (uma igual) ,longe daí e ao mesmo tempo tão perto e SEMPRE!!
Maravilhoso e doído poema;) mas uma "dorzinha'tão boa de sentir, rs,rs...
beijo grande*)

Dario Duarte disse...

AH! Fatal.

Fa menor disse...

"caído lúcifer
brincando de roda e inocência"

No ponto!

Bjs

Suzana Mafra disse...

ainda bem que meu olho
olhou por aqui

Abraço

CeciLia disse...

é por poemas assim, meu caro, que eu gosto tanto de vir aqui. E é por poemas assim que devemos ser tão iguais na miséria e na tragédia.

Beijo grande,

CeciLia disse...

é por poemas assim, meu caro, que eu gosto tanto de vir aqui. E é por poemas assim que devemos ser tão iguais na miséria e na tragédia.

Beijo grande,