25 setembro 2007

Fome

o estômago digere
carnes
pressa
úlcera

velhas misérias de sempre

as orelhas secam
em falsos silêncios

por dentro
uma fome fêmea
acidula os fantasmas

varre para os cantos
vontades menos nobres


® Rubens da Cunha

4 comentários:

hora tardia disse...

uma fome fêmea....!



____________enorme.



:)


obrigada.

Fabio Rocha disse...

Sempre me sinto em casa por aqui...

Cesar Ribeiro disse...

Olá Rubens, grato pelo comentário no Boteco. Bacana teu texto e teu blog. Depois vou lincá-lo ao meu. grande abraço

fátima queiroz disse...

muito feliz com a visita que estou fazendo em seu cantinho e não resisti e ilustrei esta maravilha!
obrigada por este cantinho tão especial!
vou te linkar posso?

http://aterraazul.blogspot.com/
http://eternal-fractals.blogspot.com/
http://fatima312.vox.com/library/posts/page/1/

um abraço
fátima