31 janeiro 2006

Mínimo a dizer














O calor infesta o sul do Brasil.
A vida não ergue sombras.

Tenho tangências dentro.
Nenhum silêncio.

Um poema nasceu contra mim
no mesmo instante em que decidi não sê-lo.

O tempo fodeu janeiro.
Ainda virgem, espero a minha vez.

® Rubens da Cunha
Ilustração: Eliana Molinelli

11 comentários:

Dona Estultícia disse...

O tempo fode tudo. Ou quase tudo...rs.

Rubens, obrigada pelos "pitacos" sempre bem-vindos por sinal. Já arrumei o primeiro parágrafo. Gostaria de saber melhor a história da mulher aí de SC, a que pagou os tais moleques. Não entendi dierito. Essa história talvez me interesse. Vc pode me contar? Qq coisa me mande se puder para gabrielakimura@yahoo.com.br. Obrigada e beijos.

Valéria disse...

não é o tenpo que o faz...somos nós...
beijo

Márcia disse...

quente no sul? imagine aqui. ;)

Claudio Eugenio Luz disse...

Somos nós que acabamos na foda, sempre sem tempo. Ainda virgem, espero a minha vez- belissima passagem!
.
hábraços,
.
claudio

Mendes Ferreira disse...

Obrigado Rubens....


e és mesmo ....BOM!

beijos.

Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Oi!

Ótimo poema.

Abraços do *CC*

Alma Om disse...

À espera de vez estão as palavras e as imagens... Para os olhos que as quiserem beber. De um só trago, engulo estas... Mais estarão para nascer.

marcelo disse...

Dizer o mínimo com o máximo de poesia: isso é Rubens em sua Casa.
Abraço!

petitechine disse...

tangências dentro. Tanta verdade

Celso disse...

um final precioso, Rubens. E o tempo é um velho pervertido a nos foder perenemente.

Saudações

relampago disse...

beijos....




(isabel/Piano)