
o sol
o canto da boca
as três horas que esperei
este chumbo
limbo
limo no pulmão
vem da espectativa descascada
pela facalágrima
o hoje não nasceu em mim
eu continuo vítima
da voz escorregadia do outro
Rubens da Cunha
Ilustração: Francisco Geraldo
Antes de sermos dor somos cavalo
8 comentários:
Às vezes o dia não nasce na gente...
Abraços do CC.
Como bem disse CC,ás vezes a espera é mais dolorosa que a partida.
.
hábraços,claudio
o hoje sempre nasce..eu quero nascer sabe...cansa ficar esperando que nasçam por nós...
um beijo
taí
o peso plúmbeo da tua poesia/
espetacular: "o hoje não nasceu em mim"
adoro esse tipo de construção: FACALÁGRIMA
até
[jb]
Porma de deixar chumbado o coração. E a viz some nas plavras do outro...Um beijo.
"o sol
o canto da boca
as três horas que esperei..."
Um poema que transmite uma esperança talvez cansada de apenas e só ser esperança. Beijinhos.
Um abraço.
É sempre bom passar por aqui e ler com olhos de ver.
Lindo e verdadeiro:
eu continuo vítima
da voz escorregadia do outro.
Eu também.
beijos,
Helena
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